| Um desafio do meu percurso profissional tem sido trabalhar com pessoas e grupos muito diversos e, em simultâneo, ser também gerido e avaliado por quem provém de culturas diferentes. Estes processos têm sempre uma componente empírica e métrica (os “objectivos” foram atingidos?), mas são consolidados por uma infinidade de factores humanos que intuímos mas que não compreendemos na totalidade. Daí que o desconforto faça parte do trabalho de equipa, uma irrequietude positiva e motivadora que penso reconhecer nos bons gestores, os que sabem que poucas coisas na vida estão garantidas. Uma destas certezas é que aprendemos sempre com os outros, de modo que, em última instância, gerir significa coordenar ideias e aspirações alheias, é também saber dizer não, é valorizar e motivar… sem sacrificarmos o nosso percurso individual. |