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Ana Paula Costa | Formadora e Consultora

6/8/2016

 
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O que move, afinal, as empresas, senão o conhecimento e a experiência adquiridos pelos indivíduos; a sua motivação e entrega? Sem dúvida que investir no aperfeiçoamento das pessoas é a chave para o desenvolvimento das organizações. E isso passa por uma liderança participativa (permeável à iniciativa e à criatividade de todos quantos integram a empresa ou o projecto); de estudos de clima bem orientados, a par de uma comunicação interna clara e proactiva; por uma justa gestão de carreiras por competências (por via da observação atenta de todos os indicadores, e não apenas os superficiais, e de assessments bem dirigidos e estruturados). Estas serão as bases (mas também o ponto de chegada e, novamente, o de partida, num processo cíclico e constante) que determinam as ferramentas que deverão ser proporcionadas aos colaboradores. Chega, pois, de formações massivas e generalistas, ministradas em cima dos prazos legais apenas para fazer número e sem qualquer análise de custo-benefício para ambas as partes. Tolos são os que malbaratam o seu capital desta forma. E tolo se sente o indivíduo que acaba sendo vítima de um modus operandi de si tão enraizado. Preparar-se para as necessidades das empresas e do mercado de trabalho é um ónus de cada indivíduo, sim. Mas as organizações também têm por missão nutrir o perfil profissional dos seus colaboradores, proporcionando-lhes a devida progressão interna, bem como um maior potencial de empregabilidade, não esquecendo que, enquanto estes investem nela o melhor de si, estão também a preterir um sem número de outras oportunidades. Posto isto, há – tem de haver – um sentido ético e comunitário em cada acção, que se sobreponha, de uma vez, à visão minimalista (micro) da gestão de pessoas. Porque estas não são apenas o que move as empresas nas quais trabalham hoje. São também o motor daquelas onde poderão trabalhar amanhã. A força motriz da economia de uma sociedade. Ironicamente (ou não), a melhor estratégia de retenção de profissionais assentará na liberdade que se lhes der para, de forma convicta, se fidelizarem a cada causa.

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