| "Ao longo dos anos habituámo-nos a ver, anualmente, nos mais diversos tipos de organizações, os colaboradores a fazerem a temida caminhada para o gabinete do seu “chefe”, para a avaliação anual do desempenho. Embora com formatos diferentes, a maior parte das conversas no momento que deveria ser, por excelência, uma das grandes oportunidades para discutir e trabalhar o desenvolvimento do talento individual, resumem-se a frases como 'Aqui está o que você fez bem; aqui é onde você precisa melhorar; aqui está como nós vamos recompensá-lo' (ou não), tendo como lógica de base o 'consertar' as fraquezas percebidas do colaborador. É preocupante o número de organizações onde, ainda, o conceito de gestão de pessoas se centra naquele único momento anual, muitas vezes percebido como um “instrumento de liderança” e que é, ao contrário, um instrumento de destruição do potencial de desenvolvimento, do compromisso e, consequentemente, da capacidade de mobilização das pessoas para um contributo ativo para o desenvolvimento da organização. Ainda há tempo para arrepiar caminho, apostando e investindo no Capital Humano, conscientes de que num mundo cada vez mais globalizado e sem fronteiras, onde o desafio é uma constante, há que mudar radicalmente a perspetiva. Só uma aposta forte, séria e consistente no desenvolvimento do Capital Humano permitirá às organizações, no futuro, sobreviver, qualquer que seja a sua dimensão ou setor de atividade." |