| "Um dos desafios para a presente gestão de RH relaciona-se com a capacidade de as organizações desafiarem a tradicional forma de abordagem aos 3 'top items' do dia-a-dia de quem gere pessoas: como atrair, como desenvolver e como reter os talentos que corporizam o sucesso da empresa. De uma abordagem mais tradicional, para uma abordagem mais adaptada à realidade dos nossos dias, e numa lógica " win-win" para o colaborador e para a organização, acredito que a forma de abordar esta triangularidade deverá ser repensada e alterada. 1) Atrair atitude e carácter, prioritariamente às competências técnicas, visto que a atitude e o carácter são os " drivers" para tudo, características bem diferentes do saber, ou do saber fazer, que se adquirem, caso se pretenda. Na falta de uma atitude e de um caráter positivos não há competências funcionais e técnicas que nos salvem, uma vez que o " como" é quem dita o sucesso do resultado final. Parafraseando alguém com quem muito aprendo: “na falta de processos, ou na abastança dos mesmos, valha-nos a atitude”. 2) Desenvolver o lado A e o lado B de cada um – pessoas completas, que não deixam em casa as suas paixões, mas integram, no que fazem a nível profissional, outras competências como a capacidade de sonhar, a criatividade, o gosto por jogar futebol, ou outros, porque sabem que a empresa as valoriza assim, e que lhes dá oportunidades de desenvolvimento enquanto pessoas inteiras; são pessoas mais saudáveis, que dão mais de si, durante mais tempo e com um elevado grau de compromisso. 3) Reter as key people – falar de talento pode ser redutor. Retenhamos as nossas key people, as tais com atitude e carácter, completas e inteiras, que vivem o sonho da organização a que pertencem e que colocam o melhor de si em tudo o que fazem, sem ser necessárias exigências ou pedidos para “dar mais de si”. São estas “key people” para as quais há que encetar estratégias de retenção, para bem de ambas as partes. Um desafio de hoje para um amanhã mais conseguido." |