| Acredito que as empresas em Portugal quando falam de GESTÃO DE PESSOAS, como uma preocupação, precisam de começar por colocar a palavra “Humanos” antes da palavra “Recursos”. É importante que elas se “pré” ocupem verdadeiramente das suas pessoas antes de as querer transformar num instrumento que potenciará resultados. Sim, os recursos são humanos pois são os humanos que são detentores de determinados recursos, dons, capacidades e talentos. Mas que quem lidera nunca se esqueça de priorizar a Pessoa ao invés da tarefa. É porque as pessoas existem que as tarefas são executadas, com maior ou menor entusiasmo, e isso traz consequências. O contrário? É batota! As tarefas não fazem as pessoas nem tão pouco as pessoas devem sentir-se reféns delas, no seio da sua organização. No meu percurso de motivação consciente (aquando das minhas palestras) e inconsciente de pessoas (aquando da minha maneira de estar na vida; permanentemente sentada!), fui-me apercebendo que é tudo uma questão de Identidade, Gratidão e Confiança. Não podemos gerir pessoas sem as conhecermos e sem lhes mostrarmos a importância que há em que elas se conheçam a si mesmas, antes de quererem fazer para ser. Não podemos gerir pessoas sem lhes demonstrarmos gratidão, antes de lhes pedirmos que se superem. Não podemos gerir pessoas sem confiarmos nelas, antes que elas esgotem e se esgotem no seu potencial. O que é que acontece quando um “Recurso Humano” está motivado por quem o gere? Contágio que é gerador de acção de uma equipa inteira. Valorizar pessoas não é contá-las. É fazer com que elas contem para a organização. Valorizar pessoas é levar a que elas se sintam inspiradas a um dia contar a sua história como parte da sua empresa. © fotografia - João Lima |