| Para Gerir Pessoas é, necessário, fundamentalmente, conhecer as pessoas (e não apenas as suas qualidades técnicas!). Nem todas as pessoas têm os mesmos “drivers” motivacionais; nem em todos os momentos uma mesma pessoa tem as mesmas capacidades. Gerir é aproveitar o que cada um pode dar em benefício da equipa e, portanto, da empresa. Definir prioridades de acordo com este binómio (capacidade da pessoa e necessidade da empresa) é uma das principais necessidades de um líder mas, para ser efectivo, o conhecimento de cada pessoa da Equipa é essencial. Pedir a uma pessoa o que não pode dar é garantia de insucesso pois desmotiva a pessoa e dá origem a trabalho de qualidade insuficiente. Em Portugal, no “ramo de negócio” em que tenho trabalhado, as lideranças intermédias têm evoluído a partir de funções eminentemente técnicas. Numa função técnica, na área tecnológica, a principal valência necessária para ter sucesso é a “capacidade de relacionamento com as máquinas” (substancialmente diferente e menos complexa que a capacidade de relacionamento com as pessoas!). Para que esta “evolução para a carreira de gestão” seja levada a cabo com sucesso é necessário “acordar” competências pouco desenvolvidas desde os anos da universidade. É precisamente nesta vertente que as empresas têm que conhecer as Pessoas que escolhem para estas funções de forma a poderem capitalizar as suas qualidades e mitigar as suas fragilidades, no que a gestão de Pessoas diz respeito. Quanto melhores os líderes das equipas, melhor o rendimento dos recursos humanos e, consequentemente, mais efectiva a sua contribuição para a eficiência da empresa. |